sexta-feira, 4 de junho de 2010

O tempo da web

Por: Marcos Dalmoro

Não raras são as vezes que nos deparamos com frases do tipo: “a doença do século é o HIV”. levando-se enconta que boa parcela da população já faz da sua vida usual, apenas momentos virtuais, as coisas podem mudar de figura e a doença mais temida tornaria-se o “cavalo de tróia”.

O mundo virtual é um aliado, quando facilita a movimentação bancária, agiliza a entrega de um documento, suprime espaço das prateleiras armazenando e-books, mp3 e arquivos de vídeo em AVI. O mundo virtual pode ser uma pesadelo, quando um hacker invade seu computador e rouba informações como seu cpf e número de cartão de crédito, quando pessoas do outro lado do país sabem mais sobre você, pelo twitter do que seus filhos pessoalmente. É um verdadeiro dilema dos tempos modernos, se você não usa as ferramentas básicas da internet, você é esta por fora, se usa pouco é relaxado, se usa muito é viciado e perde a vida social. Existiria um ideal?

Estudos recomendam duas horas diárias de internet. Essa dose homeopática não seria suficiente por exemplo pra mim. Preciso ver e-mail, espiar orkut e face-book, responder os posts e comentar as fotos, dar alguns pitacos no twitter, ver algumas coisas no you tube, dar um olá para o pessoal do msn, e assim lá se foram algumas preciosas horas da minha vida.

Todas essas facilidades que a internet proporciona tem um preço, o tempo. O senhor da verdade, mal sabemos organiza-lo, mas sempre temos um jeito para espremer aqui e ali um pouquinho mais. O impulso do post, no twitter por exemplo e como o vicio do cigarro, sempre dizemos este e o ultimo, assim se vão mais uns dez tweets.

Parafraseando a Rita Lee, a internet pode ser um luxo, mas criticada por muitos como um lixo. Mas ‘e fundamental saber equilibrar o uso dessa ferramenta, assim como define o pesquisador Federico Casalegno: “ a maioria das pessoas parece querer separar o espaço virtual do real, não faço essa distinção (...) no futuro as fronteiras permeáveis serão as mais interessantes para se estudar e compreender”. Afinal a imediaticidade já esta nas nossas vidas, mas o prazer de uma roda de bar ainda não foi substituído por clic`s.


Um comentário:

  1. É verdade,doses homeopáticas também não serviriam pra mim. Cada dia aparecem mais redes sociais, e, se não participarmos, somos os atrasados... complicado! Ainda bem que certos prazeres continuam do bom e velho jeito: ao vivo e a cores!

    ResponderExcluir